Vira e mexe me pego imaginando como seria, de forma verossímil, melhoras em campeonatos por aí. Fico matutando horas e horas, pensado em melhorias em calendário, número de jogos e por ai vai. Então resolvi criar essa série, digamos assim, a "I have a dream", um espaço em que colocarei esses devaneios meus, em que darei essas sugestões. E, para começar, não teria nada melhor que o campeonato brasileiro mais difícil e divertido que tem, a Serie D.
Atualmente a Dêzinha é disputada por 64 clubes em oito grupos de oito, turno e returno e, ao final das catorze rodadas, os quatro primeiros de cada grupo se classificam para próxima fase. a partir daí é mata mata até o final. Ou seja, cada clube disputa pelo menos catorze jogos e os quatro últimos, que são os que conseguem o tão desejado acesso, disputam 22 jogos. Os finalistas, que são os que mais jogam, disputam apenas 24 partidas nacionais no ano inteiro. Começando de meados de abril ate final de setembro, cinco meses e pouquinho, sendo que a primeira fase, a que tem os mínimos e garantidos catorze jogos, dura apenas três meses. Um calendário visivelmente bem defasado.
Além do problema de calendário, a classificação para a própria D é cruel. Não é incomum termos boas equipes, e algumas até tradicionais, fazendo uma boa primeira fase, avançando e, no mata mata, sendo eliminada e ficando sem calendário nacional no outro ano por não ter feito um bom estadual ou não ter sido campeão, no caso das federações que tem apenas uma vaga.
Uma ideia que tive para solucionar, ou ao menos melhorar a situação, seria aumentar em mais seis equipes por grupo e fazer com que os seis primeiros colocados de cada grupo se classifiquem pra próxima D via a própria competição. Os primeiros quatro continuam sendo só os que avançam de fase, mas com essa bonificação dos primeiros seis, se permite que bons trabalhos e até os que ficam no quase lá tenham alguma continuidade garantida. Além disso, com o acréscimo, passaríamos dos catorze para 26 jogos garantidos. Outra vantagem seria a possibilidade de fazer com que as federações que tenham apenas uma vaga consigam um outro representante na próxima edição - eu sou muito contra ter federações com apenas uma vaga. É um sistema, uma situação que só prejudica o que está destoando de forma ruim, ao invés de ajudá-los a nivelar. Fazer com que apenas o campeão de uma federação com baixo coeficiente é injusto. Qualquer coisinha que aconteça com esse campeão de um ano para o outro e já era, o teu único representante não vai conseguir melhorar esse índice - já que os times que ficarem com as vaga via D e por acaso tiver conseguido a vaga via estadual, deixaria de ocupar essa vaga da federação e o próximo melhor colocado da federação ganharia a oportunidade de disputar a próxima D.
Outra vantagem de adicionar mais times seria justamente adicionar mais times. Pode até parecer engraçado, mas é realmente uma vantagem. A quarta divisão nacional é a primeira divisão de acesso, isso significa que é só a partir dela que os times têm a oportunidade de ter um calendário nacional e começar a caminhada rumo ao sonho, à série A. Dando a possibilidade de mais equipes disputarem, temos mais times movimentando o futebol brasileiro.
Para não pesar tanto na parte salarial, daria para fazer essas mudanças com apenas um mês e meio a mais. A questão de logística, viagens e tals, sim teriam um baita aumento, mas estamos considerando que seria uma mudança proposta pela CBF, que se não me engano já é quem cuida dessa parte e, esse maior gasto fosse feito como um investimento, com o entendimento de que é um gasto a mais necessário para a melhora do nosso futebol.
Com certeza não é uma ideia inovadora e nem inédita, num é nenhuma invenção da roda ou algo assim. Como vimos, são mudanças bem críveis e tangíveis, que tem chance real de acontecer.
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