Quantas vezes já nos encontramos na situação de estarmos na rua, caminhando rapidamente para algum local, as vezes atrasados para uma aula, ou para algum compromisso de trabalho? Quantas vezes passamos por pessoas, por rostos, que nunca mais veremos ou que nunca saberemos quais eram os pensamentos ou rumos? Esse tipo de pensamento me assola por vezes, ao caminhar. A curiosidade de saber por quem passo, ou no que ela estava pensando me faz levantar questões se estava com problemas ou não e se quem sabe um gesto fraterno de um desconhecido talvez mudasse o dia de alguém. Ao mesmo tempo em que penso essas situações, recebo sempre um choque de realidade por saber que meus questionamentos nunca serão respondidos ou terão algum tipo de relevância e nessas horas me junto ao mar pessoas e sigo o fluxo, me prendendo novamente aos meus problemas e esquecendo a existência dos meus colegas de rua, assim como é feito de maneira recíproca. Essa realidade me faz lembrar a minha infância...
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