Seguindo a série iniciada no texto da D, nesse falarei um pouco da C e seus desafios para melhorar. Atualmente a terceira divisão nacional é disputada por 20 equipes, que se enfrentam em turno único, com os oito primeiros avançando de fase. A segunda fase consiste em dois grupos de quatro, as equipes enfrentam os adversários de grupo em turno e returno. Os dois primeiros de cada grupos conseguem o almejado acesso e, também, passam para as semi-finais, no melhor estilo mata-mata. Depois temos a final, também em dois jogos.
Já é perceptível que temos um calendário curto para a maioria dos times. Somente 19 jogos garantidos a todos e, para subir, jogam apenas 25 partidas (as 19 da primeira fase + 6 do quadrangular), cinco a mais do necessário para subir da D para a C. Além disso, temos o salto de 64 para,somente, 20 equipes na pirâmide do futebol nacional. Uma diferença gritante e prejudicial, já que não encontro nenhuma justificativa plausível para esse corte drástico de participantes. No meio entendimento da pirâmide nacional, a C tem que ser a divisão que da sobrevivência aos clubes. A D é o acesso, a porta de entrada, a C dá (ou deveria) condições para os clubes sobreviverem, a B dá o direito de sonhar e a A é o sonho, o ápice. Portanto, não dá para ter um funil tão apertado do acesso à sobrevivência.
A sugestão aqui segue a mesma linha da do primeiro texto, aumentar o número de participantes. Teríamos 48 clubes, ao invés dos atuais 20. Porém uma tabela com 48 equipes ficaria desestimulante, ficariam muitos jogos com equipes não disputando por nada. Pensando nisso, a sugestão é não só aumentar o número de participantes, mas também o modelo. Faríamos dois grupos de 24, num estilo NBA, todos contra todos em turno único, os grupos ficam só para questão de classificação. Assim passaríamos para 47 jogos garantidos a todos e ainda respeitaria a decisão que os clubes tomaram sobre termos uma C que todos se enfrentam, de Norte a Sul. O primeiro colocado de cada grupo já subiria e esperariam nas semi, dos segundos aos quintos de cada grupo se mesclariam com do outro grupo e fariam um quadrangular em turno e returno. O primeiro de cada grupo dos dois quadrangulares iriam pras semi (sendo assim conseguindo o acesso) se juntando aos os outros dois que já estavam aguardando. O rebaixamento seguiria a mesma lógica do acesso, o último de cada grupo (conferência) cairiam direto e do 23º ao 20º de cada se mesclariam e jogariam um quadrangular. O último de cada se juntariam aos outros dois já rebaixados , fechando os quatro que caem. Dessa forma, quase que todos os 48 clubes estariam envolvidos em alguma disputa. Oito diretamente envolvidos no bolinho para o acesso, e oito no bolinho para cair, dois para subir direto e dois brigando para não cair direto. Além dos times que tentariam entrar ou ir para bem longe de algum grupinho.
Sim, é um aumento significativo de jogos, mas dá para fazer no mesmo período ( ou um pouquinho a mais). A primeira fase, atualmente, é disputada em quatro meses e do início dos quadrangulares até o último jogo da final dá quase dois meses. Temos, então, seis meses de competição, ou seja 24 semanas. Se, em 24 semanas, tivermos uns dois jogos por semana, alcançaríamos 48 datas, cumprindo a primeira fase no mesmo tempo que o campeonato atual tem de duração. E, novamente, vamos considerar que a logística ficaria por parte da nossa Confederação Brasileira de Futebol, acreditando não que estaria aumentando gastos, mas sim investindo em um melhor futebol brasileiro.
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