Esse campeonato brasileiro está diferente, algumas equipes que não costumam estar na parte de cima da tabela se situando lá e outras que normalmente frequentam a parte mais cobiçada, lá embaixo. Temos personagens chamando a atenção, como o Bragantino e todo o poderio financeiro da Redbull começando a ser o que pensamos quando a empresa comprou o clube, Grêmio e São Paulo lutando arduamente contra o rebaixamento, mas o que mais chama a atenção nessa edição é o desempenho de Ceará e o Bahia( antes de entrar nessa má fase ) e, principalmente, do Fortaleza.
O Leão do Pici é a principal sensação do campeonato. Com o grande Vojvoda, o tricolor vence e convence, abafa, pressiona os adversários, tem um toque de bola envolvente e várias opções de ataque. Joga um pouco parecido com o Atlético de Sampaoli, com 3 zagueiros para dar liberdade aos laterais e os próprios podendo jogar como construtores, por dentro, mas também tendo a liberdade de passar nos corredores. Com volantes que tem bom passe e boa visão de jogo. Atacantes velozes e que fazem bem a infiltração. Mas não é só isso que possibilitou e possibilita o Fortaleza estar brigando lá em cima e é aqui que também entra os outros dois do nordeste.
Há cinco anos atrás o Fortaleza estava na série C falhando outra vez na tentativa do acesso. O que mudou de lá pra cá ? O que mudou foi que houve investimento em infraestrutura, reforma/construção de centro de treinamentos e mudança na gestão, em busca de mais transparência. Gestão e planejamento possibilitam o Fortaleza estar hoje disputando o campeonato. Gestão e planejamento possibilitaram o Bahia a permanecer na elite do no nosso futebol e gestão e planejamento possibilitam Bahia e Ceará pleitearem, lutarem por uma vaga na Libertadores.
Clubes nordestinos disputando no alto da tabela é algo raro, mas parece que essa é uma mudança que veio para ficar. Desde que temos as duas primeiras divisões com 20 equipes cada, nunca tivemos tantos clubes do nordeste participando e disputando (10, sete na B e quatro na A), o que nós leva a pergunta do título, estaria o Nordeste mudando de patamar?
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