A NBA Brasil vem se expandindo cada vez mais, com transmissões gratuitas na TV aberta (Band), YouTube e agora na Twitch, há um tempinho saiu uma notícia de que a Band já teria conseguido uns 100 milhões de reais de patrocínio com a NBA nesses playoffs tivemos mais de cem mil pessoas simultâneas assistindo a um jogo sete no YouTube. Tantos números, tantas cifras assim em um esporte que nem é popular aqui. E esse aumento todo me faz lembrar um questionamento que sempre me faço, por que há uma demora da adesão ao basquete aqui no Brasil ?
Ao longo do tempo, vários grandes clubes já tiveram equipes de basquete e agora temos uma liga que parece ser e estar organizada, mas o basquete nunca deixou de ser um esporte de nicho. Por quê? Talvez seja a falta de clubes de grandes centros. A capital mineira, por exemplo, só tem o Minas disputando o NBB, a gaúcha não tem nenhum representante. Dos clubes que movimentam mais gente, do tal clube dos 13 do futebol, só São Paulo, Corinthians e Flamengo disputam a elite do basquete nacional e pouco mais que isso têm departamento de basquete em atividade.
Argumentar que o esporte não é rentável pode ser uma justificativa. Não sei os números que o NBB movimenta e talvez nos encontremos em uma crescente, mas não é a impressão que tenho.
A seleção brasileira jogou agora nesse pré olímpico que passou e não teve uma audiência dessas de cem mil. Não vi, nem fiquei sabendo que houve uma alta procura dos jogos ou algo do tipo, ficou mais no nicho mesmo. Isso me fez pensar que talvez essa crescente nos números não demonstrem um aumento de interesse em basquete e sim na NBA. Mais ou menos como é com o futebol, a maioria gosta e assiste o futebol masculino e não futebol, tanto que os números do feminino são sempre mais baixos.
Esse texto não é um texto que irá propor soluções ou buscar entender a situação e explicar o porquê da não difusão do basquete - era até a intenção inicial dele, e buscar respostas e entrevistas - , não. Esse texto é mais para levantar o questionamento, por o assunto na roda, para talvez num futuro (tomara que próximo) possamos dizer o porque e o como fazer o basquete popular por aqui.
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