A CBF finalmente fez algo para tentar melhorar ou otimizar as séries mais raízes do nosso futebol, tivemos a volta do quadrangular final na série C e o aumento da fase de grupos na série D (8 grupos de 8 agora ). Tudo isso, claro, em busca de deixá-las mais atrativas e justas. Mas e na prática, o que podemos esperar com isso, a curto, médio e longo prazo , o que muda? É isso que especularemos nesse post.
Comecemos pela D, logo de cara já vem com um benefício, que é o calendário estendido, com todos os participantes tendo quase todo o ano preenchido. Fato tal que, no mínimo, já garante uma renda a mais, que seria a receita dos jogos em casa (fica de fora dessa e talvez da próxima temporada por conta do corona vírus). No âmbito técnico, uma fase de grupos maior nos garante que as melhores equipes estejam no topo, têm menos chance de equipes boas ficarem de fora por conta de um ou dois jogos ruins. O que , provavelmente, trará maior compatitividade ao campeonato, que pode trazer mais dinheiro e visibilidade à liga , patrocínios e até transmissão.
Na série C, a mudança tem um principal impacto, evitar a influência de erros nas equipes de sobem e, por tanto, fazer o máximo para que os melhores e mais preparados times subirem para a B. Muito influenciado pelos deslises do Fortaleza, que teve a melhor campanha por umas três temporadas seguidas e ficava de fora do acesso por conta de um jogo, um erro do árbitro, por detalhe. Nessa última edição o Paysandu foi o mais prejudicado que, por erro do árbitro, deixou de subir à B.
À médio e longo prazo, as mudanças nas duas divisões podem gerar o mesmo, maior nível técnico dos competidores, principalmente nas fases finais, mais visibilidade e dinheiro a eles também, entra naquela roda, mais dinheiro e melhor futebol, um puxa o outro e por aí vai. Ou seja, no fim esperemos um melhor Futebol brasileiro e os clubes mais estruturados, com menos diferenças para o top 30,35 das séries A e B, esperemos un Futebol brasileiro nivelado mais por cima.
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